sábado, 10 de dezembro de 2016

Sarau Suburbano no Bixiga. ÚLTIMA EDIÇÃO DE 2016 !!!

13 de dezembro de 2016 - Das 19h30 às 22h
* Traga sua poesia (ou) sua rima



Apresentação: Alessandro Buzo
Abertura: Banda Os Listras Negras

* Lançamento do livro: Literatura Ostentação de Daniel Minchoni, Luíza Romão e Renan Inquérito.
* Lançamento do CD e Pocket Show: #NusBang do grupo D´Grand Styllo

Livraria Suburbano Convicto
Rua 13 de Maio, 70 - 2o andar
Inf: (11) 98429-4452 -
suburbanoconvicto@hotmail.com

www.sarausuburbano.blogspot.com

PS: Sarau Suburbano volta 16 de Janeiro de 2017

ENTREVISTA COLETIVA COM ALESSANDRO BUZO - PARTE 4


Buzo responde perguntas dos seus seguidores.
Nessa PARTE 4 são 6 PERGUNTAS & RESPOSTAS.


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Eduardo Fernando : Qual o primeiro livro que você leu e qual foi a primeira vez que você teve a consciência de parar para escrever algo para se expressar ?
Alessandro Buzo: Salve Eduardo, li alguns livros infantis, mas o primeiro livro que me marcou foi Christiane F, 13 anos drogada e prostituída. A partir desse livro posso dizer que virei leitor. por volta de 1997, 98, 99, passei a escrever em fanzines e depois jornal de bairro no Itaim Pta, tive uma coluna sobre Futebol de Várzea no Jornal Pagina 1. Após meu primeiro livro em 2000, lancei com meu primo Magú o Zine Boletim do Kaos, que anos depois virou um jornal. Em 99 escrevi uma crônica chamada "Ferrovia Nua e Crua", a CPTM não ligou, a imprensa impressa também não, mandei pra eles, como ninguém ligou, tirei 50 xerox e distribuí pros manos e minas que pegavam o trem comigo, eles no dia seguinte se sentiam representados e um ou outro falou: - Porque você não escreve um livro do trem ? Escrevi a mão, sem ideia de como publicar, eu vendia alimento num atacadista pra restaurantes, não tinha dinheiro sobrando pra nada, casei em 1998, no começo de 2000 nasceu meu filho e independente, com uma ajuda do meu patrão na época, bancou 1/3 do custo de 500 livros. Assim virei escritor, hoje tenho 12 livros e organizei outros dez.
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Elisa Dos Santos Brunelli De onde surgiu a ideia de escrever seu primeiro livro , o que te motivou ?
Alessandro Buzo: Pegava os trens lotados na zona leste de São Paulo desde sempre, um dia precisei escrever o que só o usuário pode saber, isso me motivou.
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Eduardo Fernando : Na época que você frequentava a escola você já percebia que tinha uma aptidão pela escrita ?
Alessandro Buzo: Lembro de um fato, de uma professora de português chamada Célia, no Begbie no Itaim Pta, ela leu uma redação minha pra classe. Me senti o escritor.
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Eduardo Fernando : Qual a importância do rap na sua formação como escritor ?
Alessandro Buzo: Bem grande, o Rap politizou meus pensamentos, sempre ouvi muito rap nacional e no início da carreira era influencia total, um texto meu, famoso na época foi:
Facção Central, Papa, Bush...
Leia no link ...
http://www.vermelho.org.br/coluna.php…
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Eduardo Fernando : Se você pudesse indicar apenas um livro para seus leitores qual você indicaria ?
Alessandro Buzo: Só um ..... Capitães de Areia do Jorge Amado.
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Elvis Israel de Jesus : Gostaríamos que falasse um pouco sobre o tempo que esteve na Globo e se de alguma forma alguma boa causa da sociedade urbana da periferia teve uma relevância maior ?
Alessandro Buzo: O importante do quadro era dar visibilidade pra vários projetos culturais e sociais, e essa visibilidade traz apoio, parceiros e também serviu pra muitos familiares desses agitadores culturais, sentir orgulho do trabalho que o familiar realiza.


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SOBRE A ENTREVISTA COLETIVA QUE MEUS SEGUIDORES FIZERAM COMIGO.

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Se qualquer jornalista, de qualquer veículo, viesse me entrevistar, não teria sido tão bacana, porque vocês abordaram assuntos diversos, respondi com atenção, nada de responder por responder, se fosse assim, não teria convocado a COLETIVA.
Em 4 partes, foram 39 perguntas e abaixo a última que chegou, completando 40.
Valeu quem participou.
Alessandro Buzo
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Felipe Bianchi:
Desde q vc começou a atuar com causas sociais, através da cultura hip hip, da produção de mídia e etc.. como você enxerga o cenário durante governos tucanos e o ciclo de Lula e Dilma? Em relação à valorização, ao fomento e às políticas de Cultura e em relação à periferia.
Alessandro Buzo: Salve Bianchi, comecei a atuar a partir do meu primeiro livro, ou seja, desde 2000, são 16 anos de carreira.
Se responder sua pergunta apenas, vai parecer que tô puxando brasa pra minha sardinha, pra esquerda. Mas não é isso, é nítido pra quem promove cultura que o Governo Lula foi o melhor, abriu caminhos, possibilidades, começou a chegar alguma coisa pra nós, antes do Lula, fazer cultura na periferia era osso. A Dilma manteve e o Temer não está rolando nada.
Mudando pro âmbito municipal, o Haddad por exemplo, foi um ótimo prefeito e o Dória nem assumiu já promete segregar a VIRADA em Interlagos, acabar com a Secretaria da Mulher e Igualdade Racial, espero estar errado, mas vai ser muito difícil os próximos 4 anos. Quanto ao estado, o Geraldo Alckmin não faz uma, só sabe falar, falar, mas não resolve nada, apoia a morte de jovens negros e pobres na periferia, o crime tomou conta das quebradas, hoje se rouba até na favela.
Os governos de esquerda, tem uma visão mais real, da cidade e suas periferias. O que esperar do Dória que nunca pisou no barro. Repito, espero estar errado.

Literatura (é) a Cura

Depois de um tempo sem ler, apegado a outras coisas, ontem (09/12/16) eu li numa tacada só dois livros.
O primeiro foi "Brechó, Meia-Noite e Fantasia" (Editora Patuá - 104 páginas), novo livro do escritor Sacolinha.
E depois, na sequência, Veia e Ventania - Um coletânea organizada pelo Coletivo Poetas do Tietê - 68 páginas), que reúne poesias de integrantes de 8 dos 22 coletivos que estão no Projeto Veia e Ventania que leva saraus para as bibliotecas públicas de São Paulo. Representando o Sarau Suburbano venho eu (Buzo) e o Marcio Costa.
Eu publiquei uma poesia que fiz pro evento Favela Toma Conta, compartilho com vocês aqui (abaixo).
Com esses dois livros, chego a 21 lidos em 2016, média muito baixa, lia bem mais, mas esse ano, com campanha política e outros corres, acabei dando mole, leio mais algum até findar o ano, mas vai ser um dos anos que menos li.
2017 pretendo ler no mínimo o dobro.
Buzo



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FAVELA TOMA CONTA
Por: Alessandro Buzo

É um evento... e pá, lá no fundão da leste.
Desde 2004 na missão, compromisso e disposição.
Tomou conta 30 vez , já. Nunca teve nada pra arrastar.
Grandes nomes do Rap já estiveram por lá.
No CDHU, Parque Jacuí ou onde for.
Itaim Pta, São Miguel é o lugar.
De graça, é festa, tem DOCE, criança.
Mais que um evento, uma atitude.
É Rap, é sarau, brincadeira e muito mais.
Se você tem um sonho, corra atrás.
Suburbano Convicto não é pra qualquer um.
Não fica de picuinha, nem de zum zum zum.
Aliados forte ajudam promover, Igualdade Racial, Poetas do Tietê.
30 evento em 12 anos só pra você ver, que quando acreditamos pode acontecer.
Eternizo em poesia o nome da parada.
FAVELA TOMA CONTA é festa na quebrada


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LIVROS QUE O ESCRITOR "ALESSANDRO BUZO" LEU EM 2016.

(01) - FÁBIO ROGÉRIO MANDA UM SALVE ! de Fábio Rogério e José Ribeiro Rocha (SB Editora - 456 páginas).
(02) - Luxúria de Fernando Bonassi (Record - 368 páginas).
(03) - Os Anjos de Badaró de Mario Prata (Objetiva - 256 páginas)
(04) - Eu, TU, ELE, ELES de Fabricio Cunha (Ed. Reflexão - 76 páginas)
(05) - Polifonias Marginais de Lucía Tennina, Mário Medeiros, Érica Peçanha e Ingrid Hapke. (Aeroplano Editora - 412 páginas)
(06) - NCA - Entre a Luz, a Câmera e a Ação. (org. Daniel Fagundes, Maria Helena Barros e Paulo Emilio Pucci
(07) - Às Margens do Ipiranga. Antologia, Org. James Lino. (Edicon, 40 páginas).
(08) - AMADOR de Rafael Carnevalli (96 páginas)
(09) - Poesia pra encher laje de Renan Inquérito (Literarua - 96 páginas)
(10) - Trocando Ideias com Hostil (várias polêmicas. (Scortecci - 64 páginas)
(11) - Mulheres de Palavra - Um retrato das mulheres no rap de São Paulo. (revista/livro, 56 páginas), org. Fernanda Allucci, Ketty Valencio e Renata R. Allucci.
(12) - Poetas do Sarau Suburbano - Vol 4, org. Alessandro Buzo, 31 autores.
(13) - Entre Elas de Paloma P. Lacerda (Edicon, 192 páginas).
(14) - Em Reticências de Thayaneddy Alves (Academia Periférica de Letras, 108 páginas)
(15) - Ô Sorte - Memórias de um imperador (Uma breve biografia de Wilson das Neves) de Guilherme Almeida, 114 páginas.
(16) - Labutaria "Poesia Sonora" de Cicero Nepomuceno, Luciano Pereira, Marcio Castro e Roni Reis. 32 páginas
(17) - Jussara Calmon - Muito Prazer de Fábio Fabrício Fabretti (265 páginas)
(18) - Palavra Infantil do João Pedro Costa de 11 anos, 8 páginas.
(19) - Contraindicação (Zinelândia Editora) de Cleyton Mendes, livreto de poesias, 36 páginas
(20) - Brechó, Meia-Noite e Fantasia (Editora Patuá - 104 páginas)
(21) - Veia e Ventania - Um coletânea organizada pelo Coletivo Poetas do Tietê - 68 páginas)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

ENTREVISTA COLETIVA COM ALESSANDRO BUZO - PARTE 3


Buzo responde perguntas dos seus seguidores no Facebook.
Nessa PARTE 3 são 16 PERGUNTAS & RESPOSTAS.



Alessandro Buzo com a esposa Marilda Borges

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Marco Aurélio Gostaria de saber se têm seus livros disponível nas bibliotecas públicas ?
Alessandro Buzo: Fala ai Marco Aurélio, tem sim, alguns... andei fazendo palestras, uns anos atrás e saraus, nesse ano, e todas que eu vou tem o "Guerreira", romance que lancei pela Global Editora e alguns outros, sempre que vou procuro doar pelo menos um. Mas em qualquer biblioteca pública de São Paulo tem algum dos meus 12 livros, ou das 10 coletâneas que já organizei. Procura lá, leia e depois comente.. abraço.
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Junior Ricardo Cleo VC JÁ LEU ALGUM LIVRO SOBRE CAPITALISMO E COMUNISMO ?
Alessandro Buzo: Boa Pergunta, sobre comunismo sim, alguma coisa, principalmente depois que me filiei ao PCdoB, mas pouca coisa, pretendo ano que vem ler alguns livros importantes do tema. Capitalismo não, sei tudo de capitalismo, trabalhei desde os 13 anos de idade, tenho 44, todos meus empregos o patrão sempre reclamou, lembro de um que reclamava pra porra, pagava nosso pagamento com cheque de terceiros, ai você tinha que tomar umas brejas no bar, pra pagar com esses cheques e pegar o troco, ai chegava feriado o cara ia pra praia e eu na merda. Trabalhei anos vendendo alimento na zona cerealista, no atacado pra restaurantes, patrões tudo bem de vida, sempre vendi , sempre estive entre os melhores vendedores, mas a grana que chegava pra mim era merreca, vendia alimento pra porra e tinha hora que quase faltava comida em casa, minha vida melhorou quando passei a trabalhar pra mim. Capitalismo quero ler não, vivi essa porra a vida toda e sei bem do assunto.
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Osmar Alves Salve Buzo , quais filmes e livros novos pro ano que vem, de sua autoria ?
Alessandro Buzo: Se os planos derem certo, faço meu segundo filme, vai se chamar "Fui !", filmado no Litoral Norte, 100% com atores não profissionais locais.
Quero lançar dois livros meus, O FILHO DA EMPREGADA de contos e É TIPO.... POESIA, meu primeiro só de poesia. Se tudo der certo, quero por a continuidade das coletâneas que organizo na rua, talvez como as últimas, livros colaborativos, cada autor paga o custo dos livros que vão querer e juntando a quantidade de todos, rodamos. Se rolar, vem ai.... "Poetas do Sarau Suburbano - Vol 5", como diz o título, com poetas que frequenta meu sarau e "Pelas Periferias do Brasil - Vol 7", com autores de pelo menos 7 estados.
Sem nenhum apoio no momento pra nenhum dos projetos acima, além dos contatos e redes que já trabalho a anos, acredito que posso realizar todos os projetos citados.
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Adenilson Barros Albuquerque Considerando sua trajetória na criação e articulação culturais, gostaria que você comentasse sobre os "talentos escondidos" (especialmente os relacionados à literatura na condição de leitores e/ou escritores). Quem são, de modo geral, essas pessoas, de onde elas vêm e como elas são vistas pelos representantes e perpetuadores da "literatura elitista", isto é, pela academia ou aqueles círculos esnobes que tendem a não considerar positivamente todo quanto é expressão marginal. Ao mesmo tempo, não sei se Isso tudo que escrevi faz sentido, ou é uma piração já superada. Qual é o seu posicionamento?
Alessandro Buzo: A mídia pouco enxerga de escritores da periferia, quando fazem uma matéria, geralmente citam EU (Buzo), Ferréz, Sergio Vaz, Sacolinha, Rodrigo Ciriaco, Binho, Allan da Rosa... mas existe um batalhão de escritores e escritoras que lançam e nenhuma mídia cobre, nem a tradicional, nem a ligada a cultura. Mas existe esses autores, são trabalhadores, cada um lança de uma forma, do jeito que virou pra ele, devia ter sua história contada no Caderno 2, Ilustrada, mas eles não cobrem porra nenhuma, só recebe pauta de assessor de imprensa, via o que vem "oficialmente", os marginais dá trabalho de correr atrás, fazem uma pauta hoje por telefone, email, não vivem mais a matéria, a mídia imprensa hoje é um lixo, porque reproduz o que você já viu de graça nos sites, no Facebook, não fazem uma PUTA PAUTA, uma MATÉRIA FODA, só reproduz a notícia do dia, que você já viu na internet.
Já a elite literária, essa ignora o quando pode, conhece os mais antigos, male, male. A nova geração, todo mundo que tem publicado, eles não fazem ideia. Dão espaço como se fosse uma cota, cago pra eles, pessoas estão lendo meus livros, tenho milhares de livros espalhados na rua, em várias cidades, estados e países, eles podem não cobrir, não comentar, não convidar, mas tem que nos aturar, tamo no pedaço, o desespero da elite é nossa diversão, já dizia o Z´Africa.
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Jéssica Balbino Você acredita que haja um mercado paralelo no circuito de literatura marginal/saraus?
Alessandro Buzo: Existe um mercado, formado pela própria quebrada que consome pouco porque tem pouco dinheiro no bolso e muito livro sendo lançado, graças a Deus e ao corre de cada autor, autora. Existe um público que são pesquisadores de vários países, e o público leitor que vai descobrindo cada vez mais autores. Mais a distribuição ainda é o gargalo.
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Fator Do Eg Vc acha q a Internet condenará os livros como está fazendo com cds?
Alessandro Buzo: Nunca, nem livro em PDF, o livro impresso, apesar do uso em massa dos celular, ler um livro nunca vai deixar de ser um prazer único. Ter um livro autografado pelo autor. Cinema, nunca morreu, diziam que ia morrer com o VHS, o DVD e foi esses formatos que morreram primeiro, o cinema segue. Os livros também vão seguir.
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Vânia Schwenke Buzo primeiro obrigada por tudo que faz por tantos. Gostaria de saber quais foram seus apoiadores, quem esteve e esta ao seu lado e quais foram os obstáculos, os não apoiadores.
Alessandro Buzo: Na vida tive poucos apoios, ganhei poucos editais, essas coisas, sou um realizador, mas os parceiros que vão pintando, são do corre pessoal, mas em cada projeto sempre tem alguém que soma, uma pessoa "física" que sempre me ajudou foi o Toni Nogueira, sou eternamente grato, o jornalista Guilherme Azevedo do site Jornalirismo, bem antes do site, me ajudou por 2 meses, com um dinheiro emprestado mesmo, mas quando ele emprestou, não tinha mais ninguém, ele salvou o básico mesmo, hoje não somos tão próximos, mas sou amigo dele até depois do final, tem meu máximo respeito, de apoiadores jurídicos, além dos lugares que trabalhei como DGT Filmes, TV Cultura, Globo, vejo como destaque pra citar, a Universidade Uninove, fizemos uma parceria muito boa por um ano e meio, com vários frutos, bom pra mim também, financeiramente falando, fazia um quadro lá, pesquisa no Youtube, FALA AI UNINOVE e ganhava o mesmo da Globo, pra fazer, ajudou muito principalmente eu ter construído minha casa própria, o sonho da minha vida.
Você Vânia Schwenke, ajudou bem no início, fazendo um monólogo de um texto meu, Toda Brisa Tem Seu Dia de Ventania, que saiu em 2001 na Revista Caros Amigos / Literatura Marginal - Ato I
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Sergio Cândido Vieira Sei que já falou a respeito. Desculpe a pergunta mas como acredito sinceramente que possa virar realidade vou ter ou não em quem votar nas eleições? E ai amigo meu voto é seu, eu acredito.
Alessandro Buzo: Nem vou te responder, ainda não posso falar se me candidato de novo, ainda acho que não, não tenho essa vontade. Mas pra você, que apoia, que votou e votaria, meu máximo respeito, só tive 1.023 votos, mas são 1.023 suburbanos convictos legítimos.
Esses dias fui abastecer no Posto do Carrefour da Casa Verde e o atendente perguntou, vou sempre lá.
- Como foi a campanha ?
Respondi meio sem interesse: - Abaixo do esperado, uns mil e poucos votos de 20 mil que precisava.
Ele então me surpreende e diz: - Um foi meu e outro do meu irmão.
Mano, quebrou minhas pernas, fiquei feliz demais.
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Valgleci Aparecido Como repórter do povo o que pensa sobre a melhora do hip hop nacional?
Alessandro Buzo: Caralho, "repórter do povo", que honra ser chamado assim.
Quanto a sua pergunta, acho que o Hip Hop poderia ter mais melhoras, deveria ter mais espaço na mídia, mas o pouco que tem ainda gera críticas de pessoas que dizem amar o movimento, mas fico policiando a vida dos outros, faz a sua, faz seu corre. deixa o outro, se não puder ajudar, não atrapalha. Falta espaço na TV, vivemos de migalha, um programa como o Manos e Minas, deveria ter em outras emissoras, não só na TV Cultura.
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Mary Bagesteiro Vejo sempre você em notáveis movimentos com palavras e sentimentos tão reais ...Se a razão é a inteligência , esta tu tens de sobra. E um coração de muito valor Buzo. Mas eu te perguntaria aqui, qual é a natureza que lhe fez querer tanto lutar por todas estas causas ?
E no que tu te considera importante ?
Alessandro Buzo: Mary do Rap, amiga de Porto Alegre, obrigado pelas palavras.
O que me move é sonhar por uma periferia mais cultural, porque a cultura salva vidas, assim como o esporte salva, um bom emprego, um diploma, acredito e apoio como posso isso.
Me considero importante pro meu filho Evandro que está com 16 anos e é um ótimo filho, ser um pai presente me faz me sentir importante.
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Nina Liesenberg Por que você decidiu ir viver no litoral ?
Alessandro Buzo: Amiga Nina, por dois motivos, o primeiro e mais importante é QUALIDADE DE VIDA.
E depois porque o resultado de 3 anos de trabalho na Globo, entre outros trampos paralelos, foi ter comprado um terreno e construído uma casa em Camburizinho, uma praia linda, então moro aqui hoje, porque tá osso pagar aluguel em São Paulo, mas não é só isso, morar aqui é poder pegar uma praia qualquer dia, vazia, sem turistas, ou com eles, mas poder pegar uma praia quando quiser, é pedalar no ar puro, é caminhada, é projetos locais aqui, periferia é periferia em qualquer lugar, o Sarau Suburbano que vai fazer 7 anos, semanal em São Paulo, tem uma versão mensal em Boiçucanga, que fez um ano em novembro. Ano que vem vou fazer meu segundo filme aqui, falo aqui porque te respondo da minha casa. Nina, sou militante, tô 100% em São Paulo nos dias de agenda, de trabalho, quando não, venho pro mato.
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Iraê Abate Quem é o campeão nacional 2016????
Alessandro Buzo: Essa é fácil..... PALMEIRAS !!!
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Wagner Merije Quando vc despertou para a Literatura?
Alessandro Buzo: Amigo Merije, desde cedo, minha mãe lia, trazia livros e gibis pra mim e meu irmão, comprados em sebos, com ela pegamos o hábito da leitura.
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Wagner Merije Como era a relação com os livros na sua casa na infância?
Alessandro Buzo: Como disse acima, minha mãe cumpriu essa missão, hoje repasso pro meu filho.
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Lucia Makena Vc acha que a literatura salvou sua vida?
Alessandro Buzo: Nunca digo salvou, digo que a literatura, transformou a minha vida.
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Mateus Muradás O que você falaria de dicas e caminhos para os novos coletivos de sarau e de literatura marginal?
Alessandro Buzo: Sejam verdadeiros, faça por amor, não por edital.

ENTREVISTA COLETIVA COM ALESSANDRO BUZO - PARTE 2


Buzo responde perguntas dos seus seguidores no Facebook
Nessa PARTE 2 são 13 PERGUNTAS & RESPOSTAS.


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Valmir Jordão: Como analisa o cenário atual da cultura periférica no país, depois de tantos retrocessos político/administrativo e da omissão de muitos que criticam, mas esquivam-se, pulam fora na hora da ação ?
Alessandro Buzo: Salve Valmir Jordão, acho que "nóiz por nóiz" a cena está crescendo, está forte, mas vejo cada vez mais realizadores de eventos, em dificuldades financeiras porque fazemos mais do que somos remunerados, falo no geral. Com a política que deve ser aplicada pelo novo prefeito eleito em São Paulo, no primeiro turno diga-se de passagem, a tendência é piorar, porque ele não conhece a cidade que vai administrar, muito menos a cena cultural, é elitista. Mas, não quero ser pessimista e criticar "antes", ele nem assumiu, mas pelo anuncio das mudanças na Virada Cultural, dá pra ver que não vai ser fácil.
Quanto a parte final da sua pergunta "omissão de muitos que criticam, mas esquivam-se, pulam fora na hora da ação ", tenho a dizer que estamos cada um correndo pra um lado diferente, não temos união, tentei nas últimas eleições ser um candidato legítimo da cena cultural da periferia, do Hip Hop e tive pouquíssima adesão de apoiadores dos saraus, do Hip Hop, muito abaixo do que eu esperava, o resultado é que tive 1.023 votos dos 22 mil que precisava pra ser eleito pelo PCdoB, não entrei. Parece que eu estava querendo ser o representante de quem não quer ser representado. Mas valeu, confirmou o que eu pensava nos mais pessimista dos meus pensamentos, hoje é cada um cada um, cada um preocupado com o seu e não temos uma união de pensamento e ação, eu não entrei, mas o Holiday entrou e junto com o Dória, querem acabar com a Secretaria da Mulher, da Igualdade Racial. Dias difíceis virão.
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Walter Limonada: Conte um pouco sobre sua experiência na Politica e se pretende manter-se candidato a Vereador em futuras eleições ?
Alessandro Buzo: Como disse acima, não tive o apoio que esperava e duvido que daqui 4 anos vou ter, então no momento não quero de novo não, ser candidato, não tô falando que não posso mudar de ideia, mas a princípio não. Também passei a morar em São Sebastião, no Litoral Norte, onde parte dos meus projetos no ano novo são lá, é lá que vou filmar meu segundo filme, com 100% de atores não profissionais locais, tenho a versão mensal do Sarau Suburbano lá, que fez 1 ano em Novembro agora... segue em 2017. Quem sabe em 2020 eu não saia a vereador pelo PCdoB lá, em São Sebastião.... rs. O futuro a Deus pertence. Valeu Limonada por participar.
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Buddy X Paulo Simas Você não acha vivemos uma "desumanização" nas relações, no sentido mais capitalista na sociedade ?
Alessandro Buzo: Salve "Buddy X Paulo Simas" .... com certeza e parece que tente a piorar, estamos (a sociedade), cada vez mais pensando no individual e não no bem coletivo.
A crise, a corruoção gritante no nosso país, faz o povo estar cada vez mais no aperto, no vermelho, muitos desempregados, outros com medo de perder o emprego, cada um na sua luta particular. Na cultura acaba acontecendo a mesma coisa e a gente foca cada um nos seus interesses. Eu tento viver e agir fora desse circulo vicioso, como..... sendo um pai presente, um bom marido, um cara que tenta ajudar muita gente, mas uma coisa é certa, se não puder ajudar, atrapalhar jamais. Na mídia abri o espaço pra geral, mostrei a cena de verdade, não só os amigos, o que era cômodo e sim todos que vieram até eu propor pauta, sem panelinhas, nem picuinhas, acho que fiz um bom trabalho, no meu sarau, abro espaço pra geral, tento ajudar, vendo livros consignados e pago direito os autores, eu seja, ser um cara aberto no dia a dia.
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Mannog Bica Gostaria de saber sua opinião sobre os espaços que tem no rap para novos grupos, recentemente lancei meu cd.e com muito custo cheguei tocar em alguns lugares. hoje tenho empresa aberta tenho todo meu material pronto pra enviar pra vários locais. ate já mandei pra alguns e nada. agora vai a pergunta.
Tem gente usando o nome do Rap só pra se promover ou eu estou só nesse pensamento.. ??
Alessandro Buzo: Sua pergunta é difícil de responder, mais vou tentar.
O contratante, geralmente que o lucro mais fácil e certo possível, então se ele puder vai levar o Racionais Mcs, Criolo, Emicida, entre outros, depois desses veim um segundo pelotão que ou são de mile anos na cena, ou tem uma boa visibilidade junto ao público e a mídia. Só que é muita gente, muito grupo, então depois vem um outro pelotão de cantores de Rap, cantoras e grupos, que lançam seu CD, EP, no maior corre, super independente e entram no jogo, cada semana alguém lança, não tem público pra tanta gente, pra comprar tanto CD e nem tanto evento rolando pra que todos sejam chamados, tem nesse pelotão os que são mais organizados, como você mesmo, que disse que tem material, tem camiseta, tem albúm na mão, tenta ser ativo nas redes sociais e tem aqueles que lançaram um trampo e tem menos que você, mas ele está ai também, nem email tem, nem release, nem uma foto em alta, nada. O Rap precisa cativar mais seu público, pra ampliar horizontes, fazer esse público crescer, senão eles vão pra outros segmentos, como o funk, samba, rock, reggae, sertanejo, sofrência, a FAVELA hoje não é só rap e cada vez menos é.... então tentando responder sua pergunta, o único jeito de vencer nesse cenário que falei antes, é ser forte, acreditar, fazer sempre o seu melhor, continuidade é importante, quando o Criolo Doido foi protagonista do meu filme Profissão MC em 2009, estava numa pior de dinheiro, mas seguiu fazendo o seu melhor e onde está hoje, venceu, Mas teve o estar no lugar certo, na hora certa, parcerias certas... nem todo mundo chega lá mesmo. Fora a perda de tempo que parte do movimento tem, até hoje chamam o Emicida de modinha, ele está ai na cena a mais de 10 anos, fazendo diferente, apostando no profissionalismo, trabalha pra porra, montou uma equipe de trabalho sólida e em vez de ser exemplo, recebe um monte de criticas, sabe-se lá porque. Está tudo errado e precisamos ser um só HIP HOP, porque o cenário político não parece que vai ser favorável nos próximos anos, ou focamos na missão, ou vamos ficar ainda chamando de vendido o rapper que vai na TV.
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Jackson Jesus Costaj : Bom dia Buzo, tem algum projeto para um novo filme ? O Profissão Mc é show de bola parabéns ?
Alessandro Buzo: Em 2017 vou realizar um filme independente chamado "Fui !", que vai ser gravado no litoral norte, com atores não profissionais locais.
Aguarde, quem sabe em 2018 vem o aguardado Profissão MC 2, vamos torcer. Falta apoio, dinheiro, não falta vontade.
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Terno Maciel: O que a globo não permitiu que você abordasse em seu quadro no SPTV, e que você gostaria de ter abordado?
Alessandro Buzo: Nos 3 anos que estive no SPTV, nos 147 quadros exibidos não deixei de mostrar nada, tinha uma baita liberdade de indicar as pautas, produzir os quadros, não tinha veto, as vezes pediam pra segurar um sarau que a gente tinha acabado de mostrar outro, o mesmo de um time de várzea, assim por diante, mas depois sugeria de novo e ia. Fomos bom enquanto durou, foi legítimo.
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Terno Maciel: Porque você acha que o quadro não teve continuação?
Alessandro Buzo: Quando eu entrei em 2011, era um ano, renovável automaticamente por mais um e se fosse "muito sucesso" duraria 3 anos, que pra eles é o prazo máximo pra um quadro com um tema especial, no caso a cultura da periferia. Então fiquei o tempo máximo que me foi prometido, em 2014 quando parou, exatamente quando fez 3 anos, eles pararam, pensei que seguiria que o sucesso do quadro era enorme, mas eles alegaram que iam parar mesmo, porque deu 3 anos, quem sabe a gente voltaria em breve, o que acabou não acontecendo, na verdade quem lá dentro cuidava do quadro foi mudando com o passar do tempo e por último era cuidado pela Cris Ladeira que se acha expert em jornalismo, periferia e na verdade só criou caso com o quadro e ajudou na decisão de acabar com ele, ou pelo menos não ajudou em nada. A mídia no geral quer mostrar futilidade e tragédia, vende mais, conteúdo não é prioridade. Tanto que não voltei pro SPTV e mesmo o público me cumprimentando até hoje nas ruas, dois anos depois, não fui chamado por nenhuma outra emissora.
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Terno Maciel: A livraria ambulante correspondeu a suas expectativas?
Alessandro Buzo: No início sim, porque pintou bastante saída e em algumas vendia bem, mas não temos saído tanto, por falta de convites, ajuda de custo quando é fora de São Paulo. Mas o Projeto Livraria Suburbano na Estrada continua, quem quiser ver cobertura das nossas saídas, tem no Blog: www.literaturaperiferica.blogspot.com
Só chamar que a gente vai pra qualquer lugar do país.
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Didi Art 1 : Quais as perspectivas para a cultura hip hop diante desse cenário político ?
Alessandro Buzo: Não quero ser pessimista, mas não vejo com bons olhos o cenário atual, acho que vem muito retrocesso ai, espero estar enganado, o que precisa é seguirmos na adversidade, sermos militantes pra não deixar o Hip Hop cair, precisamos urgente focar em mais união e menos treta. Profissionalismo pra suportar o que vem por ai.
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Didi Art 1: Como fortalecer a cultura nas periferias uma vez que o Funk tem ganhado tanta notoriedade com suas letras sobre sexo e ostentação.
Alessandro Buzo: É não fazer eventos e show só fora da quebrada, precisamos manter a militância nessa questão, se estivermos omissos ou sem foco, o funk está ai de opção pro jovem, precisamos ter um olhar mais acolhedor pra esse jovem, parar de ficar no blá blá blá de nova e velha escola, quem é modinha, quem é ganster, quem é ícone, quem isso, quem aquilo, precisamos ser um só Hip Hop, será que estamos preparados ?
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Alba Atróz Como foi seu tempo de escola, guerreiro? Professores, amigos? Do que lembra desse período, caro amigo?
Alessandro Buzo: Não sou um exemplo de bom aluno, não conclui nem o primeiro grau, comecei a trabalhar no centro, morava no Itaim Paulista, desde os 13 anos em 1985, parei de estudar cedo.
Tenho boas lembranças do meus primeiros anos de aluno, na escola municipal Antonio e Arthur Begbie no Jardim Campos no Itaim, mas não tenho contato com professores e alunos daquele tempo, só uns amigos de infância que estudaram comigo, mas vejo pouco eles, infelizmente, eles são a maioria do Jd Olga, mas quando estou no Itaim, fico mais no Jd Camargo Velho, onde morei uns 20 anos.
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Ecio Salles Qual(is) o(s) livro(s) de cabeceira do Buzo?
Alessandro Buzo: Quarto de Despejo da Carolina Maria de Jesus, Rota 66 e Abusado do Caco Barcellos, Capitães de Areia do Jorge Amana, Manual Pratico do Ódio do Ferrez, Malagueta, Perus e Bacanaço do João Antonio, Eu Christiane F, entre outros.
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Lunna Rabetti Quais seus planos pra 2017?
Alessandro Buzo: Seguir morando no litoral norte e só vir a São Paulo nos dias que tiver trabalho, agenda. Fazer o filme "Fui !" lá no litoral, seguir com a Livraria Suburbano que vai completar 10 anos, com o Sarau Suburbano semanal em São Paulo e mensal em São Sebastião, lançar dois livros meu, um de conto e outro de poesia, organizar 2 coletâneas literárias. Quem sabe voltar pra TV, tô aberto a essa possibilidade apesar de não ter nada em andamento sendo conversado, seguir sendo um pai presente e um bom marido, tentar pagar minhas contas em dia que a crise tá foda, apesar de eu não me apegar a ela na hora de produzir e projetar meus planos. Só "tudo" isso.

Artista JUCA da Zona Sul de SP presenteia o Buzo e a LIVRARIA SUBURBANO CONVICTO com linda OBRA.


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Nesta terça, 6 de dezembro de 2016, o JUCA, da zona sul de SP, passou no Livraria Suburbano Convicto do Bixiga pra trazer uma OBRA linda que ele fez e presenteou a casa.
Sem palavras, cheia de detalhes, vai ficar no nosso acervo de coisas expostas no local, que não são pra venda.
Valeu JUCA, gostamos muito.
Alessandro Buzo
Proprietário da LIVRARIA do Bixiga.

Sarau Suburbano, penúltimo do ano foi irado..... imagina o último. Recebemos o lançamento da coletânea literária: Poetas do Tietê.





Buzo na missão



Paulo D´Auria, organizador da obra que foi lançado ontem (06 de dezembro de 2016)
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Fotos: Marilda Borges
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Pela penúltima vez no ano, pela penúltima vez na terça-feira, em 2017 o Sarau Suburbano no Bixiga passa a ser toda SEGUNDA-FEIRA (a partir de 16 de janeiro de 2017).
E foi mil grau, recebemos o lançamento da coletânea literária: Poetas do Tietê, organizada pelo Paulo D´Auria e colou ele e parte da turma.
Apresentação Alessandro Buzo, Banda Os Listras Negras na casa, foi show, sou suspeito de dizer, mais foi um "ENCONTRO DE AMIGOS", mas teve quem colou pela primeira vez (sempre tem), que fazia tempo que não vinha e venho.
Teve de tudo, poesia em primeiro lugar sempre.
Um dia após a última do ano, da nossa edição mensal no Litoral Norte, o cansaço não é maior que a satisfação, após o evento.
Sarau Suburbano é tradição, literatura, poesia, amizade e acima de tudo, um time que só tem Camisa 10.
Valeu a todos, semana que vem vai ser chapa quente, último Sarau Suburbano de 2016.
Mas agenda ai, dia 20 de dezembro, temos na Livraria Suburbano Convicto do Bixiga, a volta do evento SUBURBANO EM DEBATE.
Assim q é
Alessandro Buzo
idealizador e apresentador do Sarau Suburbano



Carla, Buzo e Jaime Queiroga



Cissa Lourenço



Fabiano, Buzo e JUCA, que fez a arte abaixo de presente pra Livraria Suburbano Convicto









Os Listras Negras



Marcio Costa



Otilia





Marco Pezão



Pardinho



Marah Mends



Patricia Candido



Jaime Queiroga



Amanda





Ariane




Catia Rodrigues



Walter Limonada




Marcelo Lemos




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Fabio



Alai



Antonio Miotto




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Akkany e João, nova geração



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Mayara



POETAS DO TIETÊ





Pelê e James Lino



Ariane, Buzo e Amanda

www.sarausuburbano.blogspot.com

ENTREVISTA "COLETIVA" COM ALESSANDRO BUZO - Parte 1.

Seguidores do Alessandro Buzo no Facebook, mandam perguntas e ele responde em forma de entrevista, confira as 4 primeiras que chegaram.



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Pedi pro meus seguidores nos meus 3 perfil lotados e na Fan Page, que mandassem perguntas que eu responderia em forma de entrevista, chegou (de ontem 23h, até hoje 6h), as 4 primeiras, vou responder aqui como PARTE 1 e chegando outras durante o dia, respondo a tarde. OK... Obrigado a quem participou.
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07 de dezembro de 2016
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Débora Reis: Quais são os projetos do filme Profissão MC 2 para 2017 ?
Alessandro Buzo: Olá Débora, valeu por participar, boa sua pergunta. No momento não existe projeto pro Filme Profissão MC 2 acontecer em 2017, a única coisa certa é que se um dia ele acontecer, terá o Dexter de protagonista.
Desde 2010, 2011 que tento captar dinheiro pra fazer o Profissão MC 2, que não é continuação do um, mais uma nova história, fictícia, de superação. Como terá cirme, cadeia e rap e o Dexter de protagonista, podem pensar que é a história dele, mas não é, será ficção.
Mas, diferente do um que a gente fez sem captar um único real,, esse precisa de pelo menos R$ 100 mil pra fazer, como até agora não consegui essa grana (já tentei Rumos do Itaú Cultural e outros) e já faz tempo que saiu meu primeiro filme (2009), acho que é hora de eu me desapegar do Profissão MC e fazer um outro filme , com ou sem dinheiro, e em 2017 vou fazer o filme: Fui ! , que será todo filmado no Litoral Norte, onde estou morando atualmente e feito 100% com atores não profissionais de lá, moradores locais. Com isso espero renovar meu nome como cineasta e com o sucesso do FUI ! , quem sabe ajudar a arrumar apoio pro Profissão MC 2 em 2018. É isso, nada mais do que isso. Mas a partir de 2017 quero me dedicar mais ao cinema.
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Enide Santos: Diga-me porque ser lido?
Buzo: Enide, valeu pela pergunta, eu acho que todo escritor quer ser lido. O dia mais feliz pra mim é o dia seguinte dos lançamentos dos meus livros, porque sei que várias pessoas estão me lendo.
O mais gostoso de escrever é quando você autografa um livro direto pro leitor.
Fico feliz quando vou numa cidade, no interior de SP, Litoral ou outro estado e até país e vendo alguns livros, não só pela grana da venda, mais principalmente porque naquela cidade alguém vai ler Alessandro Buzo, geralmente mais de uma pessoa lê cada livro, que dá hora você ir em São Carlos, São José do Rio Preto, Rio de Janeiro, vender uns livros e saber que ali, você tem pessoas que vão conhecer sua obra. Acho que é isso.
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Patrícia Adriana: Qual a importância dos saraus em sua opinião dentro da cultura periférica? E qual foi em sua vida ?
Buzo: Oi Patrícia, dentro da cultura é gigante, os saraus dão voz a quem não tem voz e a pessoa, mesmo sem ter livro publicado, passa a ter um público, pessoas que vão ouvi-la e aplaudi-la, eleva a alto estima. A pessoa pode não virar escritor, mais falar em público melhora sua vida. nem que seja na hora da entrevista de emprego por exemplo. Sem contar que geralmente os saraus mudam o seu entorno, as pessoas passa a ler mais, a escrever. O conhecimento é algo que ninguém tira de você.
Pra mim em especial, me sentia contemplado em frequentar alguns saraus da cidade, não queria ter o meu sarau. Mas, juntou a fome com a vontade de comer, em 2010, depois de 3 anos no Itaim Paulista, a Livraria Suburbano Convicto foi pro Bixiga e é no segundo andar de um prédio, na Rua 13 de Maio, 70, precisava movimentar o local, fazer as pessoas conhecerem, foi ai que resolvi ter um sarau, pra não ficar repetindo SARAU SUBURBANO CONVICTO na Livraria Suburbano Convicto, batizei só de Sarau Suburbano. Sem o Sarau o meu sonho de ter uma livraria especializada em Literatura Marginal já teria ido por água abaixo, já teria fechado as portas, ano que vem (2017), o Sarau complera 7 anos e a Livraria, 10.
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Sergio Ricardo: Cara é uma pergunta meio elogio mas não é puxa saquismo não!! Você é de uma geração formadora do movimento, você na sua retina viu o hip hop o Rap Nacional sair da marginalidade dos campinhos de terra pra hoje ser produto de grandes empresas...
Conversando cinco minutos com você sente - se a essência do movimento que adotamos como forma de viver mas já desisti do Rap uma dezenas de vezes depois não consigo e volto mas você sempre está aí pro que der e vier. O que te move??
Buzo: Obrigado Sergio pelo elogio, o que me move, costumo dizer é as contas pra pagar, friamente é isso, a alguns anos, desde 2008 que só trabalho com cultura, vivo dos meus trabalhos ligados a cultura , não só o Hip Hop, mais também a literatura, cinema, TV, palestras, curadorias, saraus, livraria, etc.. Então, pra não ter que voltar ao emprego formal, com horário e patrão, corro atrás todo dia, toda hora, não tem interrupção nenhuma, o tempo todo estou promovendo eventos, escrevendo, produzindo, articulando, dia e noite, semana, final de semana, feriado, pra mim qualquer dia é dia de trabalho, só assim consigo viver disso, não fiquei rico, mais pago minhas contas. Claro que faço por amor, amo tudo isso, Literatura Marginal, cinema, TV, saraus, Hip Hop, mas o foco é que desse trabalho eu passa pagar minhas contas e dar uma vida digna pra esposa e filho de 16 anos.
Mas o que me move é tudo isso e muito mais, é paixão, é tesão.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

COMUNICADO OFICIAL "SARAU SUBURBANO"


Mudanças de datas 2017.



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Olá amigos, seguidores e principalmente poetas e frequentadores do SARAU SUBURBANO, seja a edição "semanal" no Bixiga em São Paulo (ou) a edição mensal em Boiçucanga, Litoral Norte.
Até o final de 2016..... Segue tudo como está.
No Bixiga toda terça, até 13 de dezembro de 2016 (Última edição do ANO) e no Litoral Norte, foi ontem, dia 05 de dezembro, a última do ano.
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Em 2017 muda tudo.... Veja como vai ser o SARAU SUBURBANO ano que vem.....
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* Edição semanal em São Paulo, na Livraria Suburbano Convicto, Rua 13 de Maio, 70 - 2o andar (gratis), passa a ser ....
"TODA SEGUNDA-FEIRA", das 19h30 às 22h.
Volta em 2017, dia 16 de janeiro.

* Edição mensal em São Sebastião-SP, no Bar Cartola Cartolaa , Rua Benjamin Manoel dos Santos, 48 em Boiçucanga. (gratis) passa a ser.....
"TODA PRIMEIRA TERÇA-FEIRA DE CADA MÊS", das 19h às 21h30
Já com edição em JANEIRO, primeira terça-feira, DIA 03 de JANEIRO de 2017.



Atenciosamente
A direção
Suburbano Convicto Produções



SARAU SUBURBANO mensal em Boiçucanga, última edição de 2016, encerrando os trabalhos.

A partir de 2017, toda primeira "TERÇA-FEIRA" de cada mês, a começar por 3 de Janeiro.
Agenda ai, logo após o "Reveillon", com certeza o primeiro sarau de 2017.



Alessandro e Camila Lobato





D´Grand´Stilo fez um Pocket Show

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Fotos: Marilda Borges
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Ontem, segunda-feira (05 de dezembro de 2016), SARAU SUBURBANO mensal em Boiçucanga, última edição do ano.
Agradecer o BAR CARTOLA em Boiçucanga, Iraê Abate e toda equipe, que nos recebe todo mês, numa parceria forte.
Em novembro havíamos comemorado 1 ANO de atividade e dezembro foi a hora de encerrar os trabalhos.
No comando, Alessandro Buzo e Camila Lobato.
Teve Pocket Show do Grupo D´Grand´Stilo, direto da comunidade do Heliópolis em São Paulo e nossa Banda Os Listras Negras.
Poetas compareceram, fortaleceram, um SARAU "LOCAL", fazendo história.
A partir de 2017, toda primeira "TERÇA-FEIRA" de cada mês, a começar por 3 de Janeiro.
Agenda ai, logo após o "Reveillon", com certeza o primeiro sarau de 2017.



Os Listras Negras





Mirella e Camila



DJ Will



Danone e Junior



Alessandro Buzo na missão



Fanti



Arildo







Ricardo Augusto que apoia nosso Sarau Suburbano hospedando várias atrações durante nosso primeiro ano, Buzo e o filho Evandro








Iraê Abate, nosso anfitrião





Davi



Carol



Caio








Fanti e Buzo




Brenalta



ODE, do D´Grand´Stilo





Brenalta, Camila Lobato e Buzo.
Projetos em 2017 vão da poesia "ao cinema", a dupla é protagonista do filme: Fui !, novo filme de Alessandro Buzo
Início das gravações, após o carnaval.

www.sarausuburbano.blogspot.com